ONG Feminista reage e processa Erika Hilton por ofensas contra mulheres: “Podem latir”
- 23 de mar.
- 2 min de leitura
Erika Hilton chamou críticas de “imbeCIS” e disse que “podem latir”, ao ser eleita presidente da Comissão da Mulher

A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) tornou-se alvo de uma ação civil pública protocolada neste domingo (22/3) pela ONG feminista Matria. O processo judicial é uma resposta direta a uma série de ataques proferidos pela parlamentar nas redes sociais, nos quais ela insultou críticos de sua nomeação à presidência da Comissão da Mulher, chamando-os de “esgoto da sociedade” e “imbeCIS” — um trocadilho ofensivo utilizado para estigmatizar mulheres que não compartilham da ideologia de gênero.
A polêmica começou no último dia 11, logo após Hilton ser eleita para comandar o colegiado feminino na Câmara. Ignorando a resistência de grande parte da sociedade, a deputada afirmou que seus opositores poderiam “latir” enquanto ela "fazia história". A postura agressiva, no entanto, não passou impune.
Rejeição Popular e Táticas de Silenciamento
A ascensão de Erika Hilton ao posto máximo da Comissão da Mulher ocorre sob forte desaprovação popular. Segundo levantamento da Real Time Big Data, nada menos que 84% dos eleitores rejeitam a nomeação da parlamentar do PSol para o cargo.
Na petição inicial, a ONG Matria acusa a deputada de utilizar o cargo e sua influência para tentar amordaçar adversárias políticas através da humilhação pública. De acordo com a advogada Aída Laurete de Souza:
“Este tipo de agressão verbal tem um propósito claro: o silenciamento. Ao desqualificar não a ideia, mas a pessoa, a ré tenta criar um ambiente hostil e intimidatório, onde a discordância é punida com a humilhação pública.”
A ação reforça que a liberdade de expressão não é um “salvo-conduto para humilhar” e classifica a conduta de Hilton como uma tática antidemocrática que visa aniquilar simbolicamente quem defende a realidade biológica e a pluralidade de ideias.
Pedidos Judiciais e Multa Pesada
Diante da gravidade das ofensas, que alcançaram quase meio milhão de usuários na plataforma X (antigo Twitter), a Matria exige:
Retratação Pública: Que Erika Hilton publique, em até 24 horas, um texto admitindo que suas falas ofenderam a honra e a dignidade de uma coletividade de mulheres.
Remoção do Conteúdo: A exclusão imediata das postagens ofensivas.
Indenização Financeira: O pagamento de R$ 500 mil em multa, a ser revertido ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD), do Ministério da Justiça.
O caso agora segue para análise do Poder Judiciário, colocando em xeque o uso de termos depreciativos por parlamentares que, em tese, deveriam representar o interesse de todas as brasileiras, e não apenas de nichos ideológicos.






Comentários