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Moraes troca número de celular dias antes de escândalo com banqueiro investigado vir à tona

  • 9 de mar.
  • 2 min de leitura

Troca de telefone ocorreu semanas antes de virem à tona mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro.


Uma nova revelação envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, levanta questionamentos sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no escândalo do Banco Master.



De acordo com informações divulgadas pela imprensa, Moraes teria trocado o número de seu telefone celular no dia 9 de fevereiro, pouco antes de surgirem detalhes sobre mensagens encontradas no celular de Vorcaro, apreendido pela Polícia Federal durante investigações sobre irregularidades financeiras.


A coincidência temporal chamou atenção de analistas e críticos do Supremo, sobretudo porque a descoberta das mensagens reacendeu suspeitas sobre possíveis contatos entre o magistrado e o empresário investigado.


As conversas vieram à tona durante a perícia realizada no celular de Vorcaro. Segundo reportagens, o banqueiro teria enviado mensagens ao ministro utilizando recursos do WhatsApp que fazem o conteúdo desaparecer após a visualização, dificultando a recuperação integral das conversas.


Apesar disso, investigadores conseguiram acessar registros e anotações preservadas no aparelho do próprio empresário, que indicariam a existência dos contatos.


A explicação apresentada por Moraes para contestar as mensagens também passou a ser questionada. O ministro afirmou que determinados arquivos estavam organizados em pastas associadas a outras pessoas, o que indicaria que as mensagens não teriam sido enviadas diretamente a ele.


Especialistas em perícia digital, no entanto, afirmam que o sistema utilizado pelas autoridades organiza arquivos com base em identificadores técnicos — e não necessariamente pelo destinatário das mensagens.


O episódio ganhou novos contornos quando a própria esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes, declarou não ter recebido mensagens do banqueiro, mesmo com seu nome aparecendo entre os arquivos mencionados na defesa apresentada pelo ministro.


O caso ocorre em meio ao escândalo envolvendo o Banco Master, investigado por suspeitas de fraudes e irregularidades financeiras. Reportagens também apontaram que o escritório de advocacia da esposa de Moraes teria mantido contrato milionário com a instituição financeira, o que ampliou o debate sobre possíveis conflitos de interesse.


Além disso, informações divulgadas pela imprensa indicam que Vorcaro teria mantido contato com o ministro no mesmo dia em que foi preso pela Polícia Federal.


Diante da sucessão de revelações, cresce a pressão por esclarecimentos mais detalhados sobre a relação entre o magistrado e o banqueiro investigado.


Para críticos da atuação recente do Supremo Tribunal Federal, o episódio reforça um debate cada vez mais presente no cenário político brasileiro: quem fiscaliza os ministros da mais alta Corte do país quando surgem suspeitas envolvendo suas próprias condutas?

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