Governo Lula inclui aborto e “pessoas que gestam” em nova Caderneta da Gestante
- 20 de mai.
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Material do Ministério da Saúde voltado ao pré-natal é alvo de críticas de médicos e movimentos pró-vida por abordar aborto e substituir termos como “mãe” e “mulher” por linguagem ideológica

A nova versão da Caderneta da Gestante lançada pelo Ministério da Saúde do governo Lula provocou forte reação entre médicos, movimentos pró-vida e setores conservadores após incluir referências ao aborto e adotar termos como “pessoas que gestam” no material destinado ao acompanhamento pré-natal.
O documento, apresentado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no último dia 12 de maio, também ganhou versão digital integrada ao aplicativo Meu SUS Digital. No entanto, o conteúdo da nova cartilha acabou se tornando alvo de críticas por trazer capítulos sobre “gestação não planejada” e “gestação não desejada”, além de informações sobre situações em que o aborto pode ser realizado.
Entre os principais críticos está o obstetra Raphael Câmara, ex-secretário de Atenção Primária do Ministério da Saúde e membro do Conselho Federal de Medicina (CFM). Segundo ele, não faz sentido abordar aborto em um material direcionado justamente a mulheres que decidiram seguir com a gravidez e realizar o pré-natal.
Para especialistas ouvidos pela imprensa, a inclusão desse tipo de conteúdo abre espaço para a instrumentalização ideológica de políticas públicas voltadas à maternidade. Eles também criticam a substituição de expressões tradicionais como “mulher” e “mãe” por termos neutros ligados à agenda de gênero defendida por movimentos progressistas internacionais.
A adoção da expressão “pessoas que gestam” gerou indignação entre parlamentares conservadores e grupos pró-vida, que acusam o governo Lula de tentar relativizar a maternidade biológica e importar pautas identitárias para dentro de políticas públicas de saúde.
O Ministério da Saúde, por outro lado, afirma que o material busca ampliar o acolhimento e garantir uma abordagem “inclusiva” dentro do SUS. A pasta também sustenta que perguntas relacionadas a abortos anteriores fazem parte do histórico clínico tradicional utilizado em atendimentos médicos.
A polêmica reacende o debate sobre os rumos das políticas públicas do atual governo, especialmente em temas ligados à família, aborto e ideologia de gênero, pautas que seguem dividindo o país e mobilizando setores conservadores e religiosos.






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