VEREADOR DO PT É PRESO POR ABRIR AS PORTAS DO TRANSPORTE PÚBLICO AO CRIME ORGANIZADO E AO PCC
- 25 de jun.
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Em mais um episódio que expõe as entranhas da velha política e desmascara o discurso moralista da esquerda, o vereador Senival Moura (PT) foi preso nesta quinta-feira (25) numa megaoperação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo. A operação, batizada de Última Parada, investiga uma rede criminosa montada para lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) através do sistema de transporte público paulistano.
Filiado ao Partido dos Trabalhadores desde 1984 e atualmente no seu sexto mandato na Câmara Municipal, Senival Moura é apontado pelos investigadores como o verdadeiro "arquiteto" que instrumentalizou a concessionária de autocarros Transunião, transformando-a num autêntico sistema financeiro clandestino para dar suporte económico à maior fação criminosa do país. Segundo o relatório final da Polícia Civil, o parlamentar petista agia como uma "instância superior" na empresa, detendo sempre a última palavra nas decisões e operando uma estrutura paralela que servia os interesses do crime organizado.
Património Incompatível e Milhões sem Origem
Como é habitual nos escândalos que envolvem os quadros do partido, o rasto do dinheiro fala por si. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detetou movimentações suspeitas de R$ 2,4 milhões na conta do vereador sem qualquer origem identificada.
Para além disso, a investigação descobriu um património imobiliário de luxo inteiramente incompatível com o salário de R$ 26 mil de um servidor público: imóveis avaliados em mais de R$ 1,8 milhão e uma luxuosa propriedade rural em Extrema (Minas Gerais). Segundo a polícia, o vereador utilizava os próprios filhos e assessores de gabinete como "testas de ferro" para dissimular os bens adquiridos.
A Justiça decretou o bloqueio de bens dos investigados até ao montante de R$ 194 milhões, incluindo a apreensão de 117 autocarros, 21 imóveis e três embarcações, além do afastamento imediato de toda a cúpula da Transunião.
O Silêncio Conivente da Esquerda
Enquanto os cidadãos de bem sofrem diariamente com a insegurança e o avanço da criminalidade nas capitais brasileiras, figuras graúdas do partido que hoje ocupa o Palácio do Planalto parecem estar perfeitamente confortáveis a partilhar os bastidores com o crime organizado.
Até ao momento, a liderança do PT na Câmara Municipal de São Paulo mantém um silêncio sepulcral sobre a prisão do seu influente filiado. Para o eleitor conservador e defensor da lei e da ordem, este caso não é uma exceção, mas sim a confirmação inequívoca de um método de governação que destrói as instituições por dentro. As máscaras continuam a cair, provando que o combate à corrupção e à criminalidade sistemática continua a ser a principal missão para o resgate do Brasil.






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