Flávio Dino mira filme sobre Bolsonaro e oposição vê tentativa de censura contra produção conservadora
- 15 de mai
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Aliados de Bolsonaro afirmam que investigação de Flávio Dino cria ambiente para eventual censura ao filme “Dark Horse”, repetindo estratégia usada contra produções conservadoras como documentários da Brasil Paralelo

A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de abrir uma investigação sobre supostas irregularidades em emendas destinadas a projetos culturais ligados ao filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi recebida por aliados da direita como mais um movimento de perseguição política e possível preparação de terreno para censurar a produção antes mesmo de sua estreia.
A apuração preliminar mira deputados do PL após questionamentos sobre recursos destinados a entidades culturais envolvidas na produção do longa. Entre os parlamentares citados estão Mario Frias, Bia Kicis, Carla Zambelli, Alexandre Ramagem e Marcos Pollon.
Nos bastidores de Brasília, parlamentares conservadores afirmam que o roteiro já é conhecido: primeiro cria-se uma narrativa de suspeita pública, depois surgem pedidos de bloqueio, investigação e pressão institucional até que o conteúdo passe a ser tratado como algo “problemático” ou “antidemocrático”.
A avaliação de aliados de Bolsonaro é de que setores da esquerda e do Judiciário estariam incomodados com o potencial impacto político e cultural do filme, que promete mostrar a ascensão do ex-presidente sob uma ótica diferente da narrativa predominante na grande mídia.
“Dark Horse” contará a trajetória política de Bolsonaro, incluindo a campanha presidencial de 2018 e o atentado sofrido em Juiz de Fora. O longa ganhou repercussão internacional após a confirmação do ator Jim Caviezel, conhecido mundialmente por interpretar Jesus Cristo em “A Paixão de Cristo”, no papel principal.
Para apoiadores da direita, a movimentação contra o filme lembra o que ocorreu em 2022 com o documentário “Quem Mandou Matar Jair Bolsonaro?”, da Brasil Paralelo. Na época, a produção enfrentou forte pressão política, campanhas para descredibilização do conteúdo e tentativas de associar o documentário à desinformação, mesmo antes de muitos críticos assistirem à obra completa.
Conservadores afirmam que agora estaria sendo montado novamente um “cenário perfeito” para justificar futuras medidas contra uma produção audiovisual ligada à direita, utilizando investigações, suspeitas sobre financiamento e pressão midiática como instrumentos de desgaste público.
A ofensiva ocorre após questionamentos da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) sobre o uso de emendas parlamentares em projetos culturais relacionados ao filme. Flávio Dino determinou que os parlamentares apresentem esclarecimentos sobre os repasses, alegando necessidade de garantir “transparência e rastreabilidade” dos recursos públicos.
Já deputados da oposição afirmam que o uso de emendas parlamentares em projetos culturais ocorre há anos no Brasil sem despertar o mesmo interesse por parte do STF, levantando suspeitas de tratamento seletivo quando o conteúdo possui viés conservador ou ligação com Bolsonaro.
O caso segue em sigilo judicial.






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