Falências disparam no governo Lula e expõem o fracasso da política econômica
- 6 de fev.
- 3 min de leitura
Com juros altos, crédito travado e ambiente hostil ao empreendedor, Brasil caminha para recorde histórico de empresas quebradas em 2025

Há números que dispensam discurso. Eles simplesmente se impõem.O gráfico que circula nos últimos dias, com dados da Fecomércio-SP e da UOL, é um desses casos.
Em 2025, o Brasil caminha para mais de 5.200 falências empresariais, um salto brutal em relação a 2024 e o maior patamar da série histórica iniciada em 2014. Não é um detalhe técnico, nem um recorte isolado: é um sintoma claro de que algo está fora do lugar na economia real — aquela que sustenta empregos, renda e produção.
O discurso oficial tenta vender normalidade. Fala-se em “crescimento do PIB”, em “inflação sob controle”, em “expectativas positivas”. Mas quem acompanha o dia a dia das empresas, especialmente pequenas e médias, enxerga outra realidade: crédito caro, juros sufocantes e um ambiente hostil para quem produz.
Não por acaso, o número de falências praticamente dobra em apenas um ano, justamente sob um governo que voltou a apostar em maior presença estatal, desconfiança do mercado e mensagens ambíguas sobre responsabilidade fiscal.

A projeção para 2026 deixa o cenário ainda mais assustador para quem empreende. Estudos revelam que o número de empresas falidas pode chegar a 8,3 mil.
O peso dos juros e o sufoco do crédito
Em 2025, a taxa Selic permaneceu elevada por tempo prolongado. O efeito disso é direto: empréstimos mais caros, capital de giro escasso e investimentos adiados ou simplesmente cancelados. Para muitas empresas, especialmente fora dos grandes centros, a conta não fecha.
Não se trata de ideologia. Trata-se de matemática básica.Juros altos não atingem apenas “o mercado financeiro”, como costuma sugerir a retórica governista. Eles atingem o comerciante, o pequeno industrial, o prestador de serviço. Atingem quem gera emprego.
O resultado está aí: empresas fechando as portas em ritmo acelerado.
O contraste com o período Bolsonaro
É impossível ignorar o contraste com os anos do governo Jair Bolsonaro. Apesar de crises globais, pandemia e instabilidade internacional, o Brasil viveu, naquele período, uma agenda econômica mais liberal, com foco na redução de burocracias, estímulo ao empreendedorismo e, principalmente, juros historicamente baixos em boa parte do mandato.
Os números do próprio gráfico mostram isso. Entre 2019 e 2022, mesmo com a Covid-19, o volume de falências permaneceu relativamente controlado, chegando a cair em alguns anos. Não por acaso: crédito mais acessível e menor custo financeiro ajudam empresas a sobreviver em momentos difíceis.
Hoje, o cenário é o oposto.
A economia que o discurso não mostra
O governo Lula insiste em destacar indicadores macroeconômicos, mas ignora — ou minimiza — o impacto direto de suas escolhas sobre quem está na ponta. A economia pode até crescer no papel, mas se as empresas estão quebrando, algo está errado.
Falência não é abstração. Ela significa emprego perdido, renda interrompida e confiança destruída. Significa menos arrecadação no futuro e mais dependência do Estado — exatamente o oposto do que um país que busca desenvolvimento sustentável deveria incentivar.
Um alerta que não pode ser ignorado
O recorde de falências em 2025 não é um acidente estatístico. É um alerta. Um alerta de que o Brasil voltou a adotar um modelo econômico que penaliza quem produz, investe e gera empregos.
Se o governo insistir em negar a realidade, os números continuarão fazendo esse trabalho por ele. E, como sempre, quem paga a conta não é o discurso oficial — é o Brasil real.






Comentários