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Caminhoneiros estão prontos para parar e pressionam governo Lula após disparada do diesel

  • 19 de mar.
  • 2 min de leitura

Sem acordo e com custos em alta, lideranças falam em greve “igual ou maior” que a de 2018




Entidades representativas dos caminhoneiros anunciaram estado de paralisação e marcaram para as 16h desta quinta-feira (19) uma assembleia nacional em Santos (SP) para decidir se confirmam o início de uma greve nacional sob o governo Lula.


A reunião ocorre no Sindicam, o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira, após as lideranças não chegarem a consenso num encontro realizado na quarta-feira (18).


O preço do diesel subiu 18,86% desde o fim de fevereiro, com impulso da instabilidade no mercado internacional de petróleo decorrente dos conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A média nacional nas bombas chegou a R$ 6,80 por litro, segundo levantamento da ANP, com relatos pontuais de até R$ 8 em regiões do Centro-Oeste. No Centro-Oeste, postos passaram a racioná-lo, impondo cotas de 200 a 300 litros por caminhão.


Wallace Landim, o Chorão, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), externou as condições da categoria. “A conta não fecha. Com os altos custos do combustível, é uma luta pela sobrevivência.”


Sem um acordo efetivo com o governo, Chorão avisou que a intenção é realizar uma greve “igual ou maior” à de 2018, unindo pela primeira vez caminhoneiros autônomos, celetistas e motoristas de aplicativo. “Estamos em estado de paralisação. A partir de amanhã (quinta) diremos se a proposta atendeu o segmento ou não” , declarou uma das lideranças do movimento.


A mobilização entrou em pauta a partir de uma assembleia realizada na segunda-feira (16) no Porto de Santos, com representantes de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul. “Hoje a maioria das lideranças de todos os estados envolvidos decidiu que vai fazer uma paralisação. Mas precisamos seguir um trâmite legal, conversar com outras entidades e alinhar uma data dentro da legislação” , disse Chorão na ocasião.


O Sinditac, de Santa Catarina, e a Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC), com sede em Itajaí, já confirmaram adesão e anunciaram início do movimento a partir do meio-dia desta quinta.

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