Amiga de Janja, ministra do STM foi indicada por Lula e agora atua no caso contra Bolsonaro
- 5 de fev.
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Proximidade pessoal com a primeira-dama teria influenciado escolha de Verônica Abdalla para o Superior Tribunal Militar, em meio a vínculos políticos e financeiros que levantam questionamentos

Sorteada no Superior Tribunal Militar (STM) para atuar como ministra revisora no processo que pode culminar na perda da patente militar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Verônica Abdalla chegou à Corte por indicação direta do presidente Lula (PT), em um movimento que, nos bastidores de Brasília, é atribuído à sua relação pessoal próxima com a primeira-dama Janja.
A indicação, feita em 2025 e aprovada pelo Senado Federal em agosto do ano passado, não teria sido apenas técnica. Interlocutores do Planalto apontam que Verônica é amiga pessoal de Janja, com trânsito frequente no círculo íntimo do casal presidencial, o que teria pesado de forma decisiva na escolha feita por Lula para uma das vagas mais sensíveis do Judiciário militar.
Com a nomeação, Verônica tornou-se apenas a segunda mulher a tomar posse no STM em mais de 207 anos de história do tribunal, um feito celebrado politicamente pelo governo, mas que também levantou questionamentos sobre os critérios adotados na escolha.
Antes de assumir o cargo, Verônica foi sócia do escritório Abdalla Sterman Advogados, vínculo mantido até 2025. Na advocacia, atuou diretamente na defesa da atual ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e do ex-ministro das Comunicações Paulo Bernardo, ambos aliados históricos do PT e réus em ações decorrentes da Operação Lava Jato — processos dos quais acabaram absolvidos.
Além disso, Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e encaminhados à CPMI do INSS apontam que uma empresa ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, realizou pagamentos que somam R$ 700 mil ao escritório de advocacia da ministra.
Amizade íntima com a primeira-dama, indicação presidencial direta, atuação em favor de figuras centrais do PT e movimentações financeiras sob análise de órgãos de controle.Mas, segundo o discurso oficial, tudo não passa de mera coincidência.






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