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VORCARO PAGOU R$ 27,5 MILHÕES A EX-PRESIDENTE DA OAB EM 2025

  • 13 de abr.
  • 2 min de leitura

Repasses milionários a escritórios ligados a ex-dirigentes da OAB, incluindo advogado com histórico de apoio ao PT e a Lula, entram no radar de investigações



O empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, aparece no centro de novas revelações envolvendo pagamentos milionários a escritórios de advocacia em 2025. Dados fiscais analisados no âmbito de investigações apontam que apenas neste período foram destinados mais de R$ 300 milhões a bancas jurídicas.


Entre os principais beneficiários está o escritório do ex-presidente da OAB Marcus Vinicius Furtado Coêlho, que teria recebido cerca de R$ 27,5 milhões. Outro nome que surge na lista é o de Felipe Santa Cruz, também ex-presidente da Ordem, cujo escritório foi contemplado com valores menores, na casa de aproximadamente R$ 1,5 milhão.


A presença de Santa Cruz no rol de beneficiários chama atenção também por seu histórico político. Ex-presidente da OAB, ele já foi filiado ao Partido dos Trabalhadores e possui vínculos familiares com a fundação da legenda. Além disso, declarou publicamente apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando ter votado no petista em diferentes eleições e demonstrando alinhamento político com o campo da esquerda.


Durante sua atuação institucional, Santa Cruz também recebeu manifestações públicas de apoio de Lula, o que reforça sua proximidade com o grupo político.


Esse contexto amplia o debate sobre a relação entre figuras de influência jurídica e agentes políticos, especialmente em casos que envolvem movimentações financeiras de grande porte.


As investigações ainda estão em andamento e não há, até o momento, conclusão definitiva sobre eventual irregularidade nos contratos firmados. O foco das apurações é esclarecer a natureza dos serviços prestados e se houve compatibilidade entre os valores pagos e as atividades desenvolvidas.


O caso se insere em um cenário mais amplo de suspeitas envolvendo o Banco Master, que passou a ser alvo de atenção após indícios de operações financeiras consideradas atípicas por órgãos de controle.

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