PF reafirma ausência de provas contra Bolsonaro e desmonta narrativa de interferência
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O inquérito teve origem em 2020, após a saída do então ministro da Justiça Sergio Moro, que alegou ter sofrido pressões políticas relacionadas a mudanças na direção da Polícia Federal.

A Polícia Federal voltou a afastar, pela segunda vez, qualquer indício de interferência do ex-presidente Jair Bolsonaro na corporação, após revisão do inquérito determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.
A nova análise, realizada já sob o atual governo, reafirmou a conclusão anterior: não há elementos que sustentem acusação criminal contra Bolsonaro no caso.
O inquérito teve origem em 2020, após a saída do então ministro da Justiça Sergio Moro, que alegou ter sofrido pressões políticas relacionadas a mudanças na direção da Polícia Federal. As declarações, amplamente exploradas à época, serviram de base para a abertura da investigação.
Mesmo com a reabertura do caso por determinação do Supremo, a própria Polícia Federal informou que, após reexaminar todas as provas, não encontrou qualquer evidência capaz de justificar responsabilização penal.
No relatório, o delegado responsável destacou que as diligências realizadas não revelaram “informações capazes de justificar imputações penais”. Além disso, a corporação chegou a solicitar ao próprio STF elementos do chamado inquérito das fake news que pudessem indicar interferência — mas não foram apresentados indícios nesse sentido.
A investigação agora foi encaminhada ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, que deverá decidir se pede o arquivamento definitivo ou se solicita novas diligências.
A reiterada conclusão da Polícia Federal reforça a ausência de provas concretas em uma das acusações mais exploradas contra o ex-presidente, colocando em xeque a narrativa de interferência política que marcou o debate público nos últimos anos.






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