PF aponta repasse milionário a chefe do INSS indicado por Lula e Lupi
- 17 de mar.
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Indicado por Lupi e nomeado por Lula, chefe do INSS estava à frente do órgão durante avanço de fraude bilionária contra aposentados

A Polícia Federal identificou que o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, recebeu cerca de R$ 4 milhões por meio de operadores ligados ao esquema bilionário de descontos ilegais em aposentadorias.
Nomeado durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e indicado diretamente pelo ministro da Previdência Carlos Lupi, Stefanutto estava no comando do INSS justamente no período em que o esquema atingiu sua maior escala.
Indicação política no centro do escândalo
Stefanutto assumiu a presidência do INSS em 2023, após indicação de Carlos Lupi, ministro da Previdência à época, dentro da estrutura do governo Lula.
A nomeação, segundo apurações, ocorreu por articulação política ligada ao PDT, partido comandado por Lupi, que controlava o ministério responsável pelo órgão.
A Polícia Federal aponta que, sob essa gestão, o esquema de descontos indevidos — feito diretamente na folha de aposentados — movimentou bilhões de reais e atingiu milhões de beneficiários.
Esquema bilionário e suspeita de pagamento de propina
As investigações da Operação Sem Desconto indicam que Stefanutto teria recebido valores milionários por meio de empresas e intermediários ligados às entidades envolvidas nas fraudes.
O esquema consistia na inclusão automática de aposentados em associações, que realizavam descontos mensais sem autorização. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 6 bilhões entre 2019 e 2024, com maior concentração nos anos mais recentes.
Relatórios da PF também apontam pagamento sistemático de vantagens indevidas a integrantes da cúpula do INSS para garantir acesso ao sistema e manutenção das fraudes.
Pressão política e queda de Lupi
O escândalo atingiu diretamente o núcleo político do governo. O então ministro da Previdência, Carlos Lupi, acabou deixando o cargo em meio à crise e à pressão das investigações.
Embora Lupi negue participação direta, seu nome passou a ser citado no contexto do escândalo por dois fatores relevantes:
foi o responsável pela indicação de Stefanutto ao comando do INSS
admitiu ter sido alertado sobre irregularidades antes da explosão do caso
Além disso, há registros de que o nome de Lupi apareceu em delações no âmbito das investigações, o que ampliou a pressão política sobre sua permanência no cargo — embora não haja condenação contra ele até o momento.
Cúpula do INSS sob suspeita
A Polícia Federal sustenta que o esquema não poderia ter alcançado tamanha dimensão sem participação ou conivência de integrantes da alta administração do INSS.
Stefanutto foi afastado e posteriormente demitido por determinação do próprio presidente Lula após a deflagração da operação.
As investigações seguem em andamento e já resultaram em prisões, bloqueio de bens e quebras de sigilo, além de novos desdobramentos envolvendo operadores financeiros e entidades ligadas ao sistema.



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