"Não é um rombo", diz ministra de Lula sobre déficit de R$ 8,07 bilhões das estatais.
- Nathy Souza

- 3 de fev. de 2025
- 1 min de leitura
Ministra afirma que o resultado negativo é apenas uma demonstração contábil e não um prejuízo.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, tentou minimizar nesta sexta-feira (31.jan.2025) o déficit recorde de R$ 8,07 bilhões das empresas estatais, o maior da história do país. Mesmo diante do rombo crescente, Dweck alegou que o resultado negativo é apenas uma “demonstração contábil” e não um prejuízo real.
“Não chamem de rombo, a gente já explicou isso, é bom lembrar”, disse a ministra, em uma tentativa de relativizar os números divulgados pelo Banco Central. Segundo ela, o cálculo considera apenas as receitas e despesas do ano, sem levar em conta que parte dos gastos teria sido feita com dinheiro já disponível em caixa.
Os dados, no entanto, mostram um quadro preocupante. O relatório "Estatísticas Fiscais" do Banco Central revelou que as estatais fecharam 2024 com um déficit 255,8% maior do que o registrado em 2023, quando o saldo negativo foi de R$ 2,27 bilhões. Desde o início do governo Lula, o acumulado já chega a R$ 10,3 bilhões, evidenciando a má gestão e a falta de responsabilidade fiscal.

Entre as empresas mais afetadas, um destaque negativo é o Correios. A falta de modernização e a ineficiência no serviço postal federal resultaram em uma série de problemas, desde a alta no custo dos serviços até a baixa qualidade das entregas.
Apesar das tentativas do governo de mascarar os números, a realidade impõe um alerta: as estatais estão operando no vermelho, cujo prejuízo acaba sendo pago pelo trabalhador brasileiro.






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