Lula quer segurar alta da gasolina com subsídio pago pelo bolso do brasileiro
- 13 de mai.
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Governo prepara medida para conter avanço dos preços nas bombas em meio à alta do petróleo; críticos apontam mais gastos públicos e intervenção econômica

Enquanto o brasileiro segue pagando caro para abastecer, o governo federal prepara mais uma medida emergencial para tentar segurar artificialmente o preço da gasolina. A nova subvenção, que deve ser anunciada por meio de medida provisória, surge em meio à alta internacional do petróleo provocada pela tensão no Oriente Médio.
Nos bastidores, a avaliação é de que o Palácio do Planalto tenta evitar um desgaste ainda maior da imagem de Luiz Inácio Lula da Silva diante da inflação dos combustíveis e da crescente insatisfação popular com o custo de vida. A preocupação com o impacto eleitoral também já é comentada por analistas econômicos internacionais.
A medida prevê repasses para produtores e importadores de gasolina, numa tentativa de reduzir o preço nas bombas sem mexer diretamente na política da Petrobras. Na prática, especialistas apontam que o governo aposta novamente em subsídios bancados com dinheiro público para conter um problema que ele próprio ajudou a agravar com aumento de gastos e insegurança fiscal.
Nos últimos meses, o governo já anunciou subsídios para diesel, gás de cozinha e até isenções para o setor aéreo, acumulando bilhões em despesas temporárias. Só as medidas para o diesel chegaram a ter custo estimado de R$ 3 bilhões por mês.
Enquanto isso, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, admitiu recentemente que um novo aumento da gasolina “vai acontecer já já”, reforçando que a estatal acompanha a disparada do petróleo no mercado internacional.
Críticos do governo afirmam que a estratégia lembra antigas práticas intervencionistas que, no passado, acabaram gerando rombos bilionários e prejuízos à estatal. Para opositores, ao invés de promover cortes de impostos permanentes e enxugar a máquina pública, o governo prefere recorrer a medidas paliativas para tentar conter a revolta da população nas bombas






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