Globo oculta foto de "atiradora" que matou 9 e deixou 25 feridos em escola no Canadá
- 11 de fev.
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Nos primeiros boletins, foi utilizado o termo neutro “gunperson”, evitando qualquer referência ao sexo biológico. Depois, confirmou-se que o autor se identificava como transgênero.

Um ataque a tiros na Tumbler Ridge Secondary School, na Colúmbia Britânica, no dia 10 de fevereiro, deixou 10 mortos — incluindo o próprio atirador — e cerca de 25 feridos. É um dos episódios mais graves envolvendo escolas canadenses nos últimos anos.
A Polícia Montada do Canadá confirmou múltiplas vítimas e identificou o suspeito como Jesse Strang, 17/18 anos. De acordo com informações preliminares, o jovem teria assassinado familiares em casa antes de seguir para a escola, onde abriu fogo e, em seguida, tirou a própria vida.
Além da brutalidade do crime, chama atenção a forma como parte da imprensa e comunicados oficiais trataram a identidade do autor.
O termo “gunperson” e a cautela seletiva
Nos primeiros boletins, foi utilizado o termo neutro “gunperson”, evitando qualquer referência ao sexo biológico. Depois, confirmou-se que o autor se identificava como transgênero.
A questão que surge é direta: por que há tanta cautela quando a identidade do agressor envolve pautas sensíveis? Em muitos outros casos, perfil psicológico, ideologia, histórico familiar e até aspectos culturais são amplamente explorados.
Aqui, percebe-se uma abordagem mais contida, quase defensiva.
Se identidade é considerada relevante para compreender fenômenos sociais, ela deveria ser tratada com o mesmo critério em todas as situações — não apenas quando reforça determinadas narrativas.
Outro ponto que merece reflexão é o crescimento expressivo de adolescentes que relatam conflitos de identidade de gênero nos últimos anos. Especialistas em saúde mental têm defendido avaliações mais cautelosas, especialmente quando há histórico de depressão, ansiedade, isolamento ou outras fragilidades emocionais. A adolescência é uma fase naturalmente marcada por dúvidas e instabilidade, o que exige acompanhamento responsável e criterioso.
Questionar protocolos, discutir a qualidade do suporte psicológico e analisar a influência cultural e digital não significa atacar pessoas trans. Significa perguntar se há cuidado suficiente ou se parte do debate se tornou tão sensível que qualquer questionamento é automaticamente rotulado como preconceito.






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