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Gabinete Paralelo de Janja: R$ 1,2 Milhão em Viagens e Gastos Públicos Questionáveis

  • Foto do escritor: Nathy Souza
    Nathy Souza
  • 30 de jan. de 2025
  • 2 min de leitura

A primeira-dama mantém uma equipe de pelo menos 12 pessoas e um gabinete no terceiro andar do Palácio do Planalto



A recente ação popular movida contra a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, e seu gabinete no Palácio do Planalto, tem provocado discussões sobre a legalidade e a moralidade de sua estrutura de assessores. A ação alega que o governo federal mantém uma equipe de ao menos 12 servidores dedicados exclusivamente às atividades da primeira-dama, resultando em um gasto de aproximadamente R$ 1,2 milhão em viagens.


A ação solicita não apenas a exoneração dos servidores, mas também a desocupação do gabinete ocupado por Janja, um local a poucos metros do escritório presidencial.


A alegação de que esse grupo de servidores — apesar de formalmente lotados na presidência — trabalha exclusivamente para Janja, sugere um desvio de recursos humanos que, em tempos de austeridade e controle de gastos públicos, deveria ser revisto.


Ao considerar os R$ 1,2 milhão gastos com viagens de sua equipe, é impossível não questionar se esse montante poderia ser melhor alocado em áreas prioritárias, como saúde, educação e segurança, que enfrentam carência de recursos em diversas regiões do Brasil. Em um cenário em que o país luta para equilibrar suas contas públicas, a manutenção de um gabinete pessoal da primeira-dama — sem que haja uma justificativa clara para os custos envolvidos — soa como uma gestão fiscal irresponsável.


Além disso, a falta de transparência em relação à agenda e às atividades da primeira-dama, como demonstrado pela negativa do governo em divulgar os detalhes sobre seus compromissos, só alimenta ainda mais a percepção de que os recursos estão sendo gastos de forma pouco clara. Quando o próprio governo se recusa a fornecer informações detalhadas sobre a agenda de Janja e sua equipe, o público tem todo o direito de questionar os custos envolvidos, principalmente em um momento de dificuldades econômicas.


Em tempos de forte cobrança sobre a transparência e a austeridade fiscal, manter um gabinete paralelo é, no mínimo, uma atitude questionável, que coloca em xeque a moralidade e a responsabilidade fiscal de uma administração que deveria estar focada em solucionar os problemas do país, e não em manter estruturas pessoais e custosas no Palácio do Planalto.

 
 
 

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