Deputado recuou do Impeachment de Lula para garantir cargo de família
- Nathy Souza

- 4 de fev. de 2025
- 2 min de leitura
Eduardo Velloso recua ao voto de impeachment de Lula visando proteger nomeação de sua irmã em posto de confiança.

O deputado federal Eduardo Velloso, do União Brasil do Acre, causou furor no cenário político ao retirar sua assinatura do pedido de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão, que surpreendeu muitos, veio após uma intensa pressão do Palácio do Planalto e gerou especulações sobre um possível acordo de bastidores envolvendo a preservação de um cargo de prestígio para sua irmã, Luciana Borges de Velloso Viana.
Luciana ocupa o cargo de gerente de captação de novos negócios na Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), com um salário de R$ 18.938,63. A nomeação, ocorrida em maio de 2024, tem sido vista por muitos como parte de uma estratégia política mais ampla, com articulações para garantir posições chave dentro do governo. A Embratur, por sua vez, justificou a contratação com base em um Acordo de Cooperação Técnica voltado para grandes eventos como a COP30 e o Salão Nacional do Turismo, além de destacar a qualificação de Luciana para o cargo.
Apesar de seu vínculo familiar com o governo, Eduardo Velloso inicialmente assinou o pedido de impeachment protocolado pelo deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), que acusa Lula de cometer "pedaladas fiscais" no programa Pé-de-Meia. No entanto, a pressão política foi suficiente para reverter a decisão do deputado, que, ao retirar sua assinatura, reforça a suspeita de que o apoio ao impeachment tenha sido negociado em troca da manutenção do cargo de sua irmã.
A retirada da assinatura de Velloso gerou um intenso debate sobre as relações entre poder político e interesses familiares dentro do governo. Críticos afirmam que a atitude do deputado evidencia o uso de cargos públicos como moeda de troca em tempos de crise política, questionando a ética das articulações por trás do processo de impeachment e o papel de familiares em cargos estratégicos na administração pública.
À medida que o pedido de impeachment segue seu curso o episódio envolvendo Eduardo Velloso coloca uma lente sobre as manobras políticas nos bastidores de Brasília, evidenciando como cargos estratégicos podem ser usados como barganha para garantir apoio em tempos de instabilidade política.






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