Censura disfarçada? Alexandre de Moraes libera o X depois das eleições municipais
- Nayane Gonçalves
- 9 de out. de 2024
- 2 min de leitura
Liberação do X expõe tentativa de controle: Alexandre de Moraes e a interferência nas eleições.

Após mais de um mês de suspensão, o X (antigo Twitter) foi finalmente liberado no Brasil nesta terça-feira (8), marcando o retorno da rede social ao país. No entanto, essa liberação não aconteceu por acaso: foi condicionada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, como de costume, impôs uma série de exigências à plataforma de Elon Musk para que ela pudesse voltar a operar no território nacional.
A empresa de Musk, proprietária do X, precisou atender a uma longa lista de exigências para ter seu desbloqueio autorizado, incluindo a nomeação de um representante legal no Brasil, o pagamento de multas acumuladas e o bloqueio de perfis que, segundo a Corte, estariam envolvidos na disseminação de conteúdo classificado como "antidemocrático". A questão é: quem decide o que é ou não antidemocrático?
O retorno da rede social gerou grande comoção entre os usuários, especialmente aqueles que enxergam o X como um espaço vital para a disseminação de ideias conservadoras e liberais, que têm sido silenciadas pelos que dizem defender a "democracia". Curiosamente, a plataforma foi reativada logo após o término das eleições municipais. Coincidência? Difícil acreditar.
Para muitos, está claro que o bloqueio da rede social foi uma manobra política visando prejudicar o avanço da direita nas eleições, restringindo o acesso à informação e limitando o espaço virtual que, em grande parte, é dominado por conservadores e liberais. Afinal, não é novidade que foi justamente esse ambiente digital que impulsionou líderes como Jair Bolsonaro e Donald Trump em suas vitórias em 2018 e 2016, respectivamente.
Diante dessa realidade, a liberação do X após o pleito eleitoral deste ano levanta sérias dúvidas sobre o real papel do STF, especialmente do ministro Alexandre de Moraes, que parece cada vez mais atuar como um árbitro político do que como um guardião da Constituição. Será que estamos testemunhando mais uma tentativa de interferência judicial no processo democrático? Fica a reflexão: até quando nossas liberdades serão condicionadas por aqueles que dizem zelar por elas?






Comentários