Bolsonaro é convidado para posse de Trump
- Nayane Gonçalves
- 8 de jan. de 2025
- 2 min de leitura
Convite de Trump a Bolsonaro destaca relevância global do ex-presidente enquanto arbitrariedades de Alexandre de Moraes ameaçam expor ao mundo a ditadura no Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu na manhã desta quarta-feira (8), um convite de extrema importância: o presidente Donald Trump, que assumirá seu segundo mandato em 20 de janeiro de 2025, o convidou oficialmente para a cerimônia de posse nos Estados Unidos. O evento representa não apenas o retorno de Trump à Casa Branca, mas também a consolidação de uma nova era para a direita global, com figuras conservadoras ocupando posições centrais no cenário político mundial.
Bolsonaro, reconhecido como um dos maiores líderes conservadores da América Latina, destacou-se como aliado de Trump durante seus mandatos. O convite reforça o alinhamento entre os dois líderes e sua relevância no fortalecimento de valores ocidentais como liberdade, patriotismo e defesa da família. Em sua rede social, Bolsonaro agradeceu o gesto:
"Muito honrado em receber do Presidente dos EUA, DonaldTrump, convite para a sua posse e de seu Vice Presidente no próximo dia 20/JAN."
O ex-presidente também elogiou o trabalho de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, por sua dedicação em estreitar relações com a família Trump. Além disso, informou que seu advogado, Dr. Paulo Bueno, já protocolou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes para que seja devolvido seu passaporte, arbitrariamente retido desde fevereiro de 2024.
O convite chega em um dia particularmente simbólico para os conservadores. Nesta segunda-feira, 8 de janeiro, completam-se dois anos das prisões realizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, que agiu sem o devido respeito ao processo legal ao deter centenas de brasileiros sob acusações relacionadas às manifestações de 2023. Até hoje, muitos continuam com suas liberdades cerceadas, em um episódio que escancarou o avanço do autoritarismo judicial no Brasil.
Bolsonaro, que desde então se tornou um alvo frequente do ministro, enfrenta uma série de restrições. A retenção de seu passaporte, que impede sua saída do país, é mais uma demonstração do clima de perseguição que vive o ex-presidente e seus apoiadores.
Caso o ministro Alexandre de Moraes negue a devolução do passaporte, a situação poderá repercutir globalmente. Bolsonaro já declarou que, se impedido de comparecer ao evento, o mundo verá com ainda mais clareza a "ditadura" instalada no Brasil, onde decisões judiciais arbitrárias têm sido usadas para calar a oposição e intimidar lideranças conservadoras.
O convite de Trump é mais do que um gesto de amizade: é um sinal de que Bolsonaro e o Brasil continuam sendo peças fundamentais no tabuleiro político do Ocidente. O desfecho dessa situação será um teste para a democracia brasileira e poderá marcar um novo capítulo na luta contra os excessos do ativismo judicial.






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