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Bolsonaro bate o martelo e define nomes ao Senado em três estados

  • 21 de fev.
  • 2 min de leitura

Articulação liderada pelo ex-presidente fortalece palanques regionais e consolida estratégia para impulsionar a direita rumo ao Planalto.



A direita brasileira segue se reorganizando para as eleições de 2026, e o ex-presidente Jair Bolsonaro continua atuando como principal fiador político do campo conservador.


Em articulações recentes, o deputado federal Ubiratan Sanderson confirmou que o grupo bolsonarista já trabalha com nomes competitivos para o Senado em pelo menos três estados: Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.


Segundo Sanderson, a movimentação busca antecipar a montagem dos palanques estaduais e evitar disputas internas, garantindo que a direita chegue organizada à eleição. A estratégia também reforça a intenção do PL de ampliar sua bancada no Senado, considerada peça-chave para conter avanços da esquerda e fortalecer pautas conservadoras no Congresso.


No Distrito Federal, o bolsonarismo aposta em nomes de forte identificação com o eleitorado conservador, incluindo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada Bia Kicis, apontadas como favoritas do grupo para a disputa ao Senado. A escolha foi sinalizada após conversas diretas com Bolsonaro, reforçando a influência do ex-presidente nas decisões do partido.


Além da disputa ao Senado, o movimento da direita também envolve o cenário presidencial. O senador Flávio Bolsonaro aparece como principal nome do campo conservador para a corrida ao Planalto, e aliados já discutem possíveis composições de chapa. Entre as especulações, surge o governador mineiro Romeu Zema como possível vice, numa tentativa de unir liberais econômicos e conservadores em torno de um projeto nacional.


Nos bastidores, a avaliação de aliados é que a antecipação das candidaturas ajudará a consolidar uma frente unificada da direita e reduzir disputas internas. O objetivo final é formar uma base parlamentar robusta e garantir governabilidade caso o campo conservador retorne ao poder em 2027.


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